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O impacto dos polifenóis na microbiota intestinal

Atualizado: 18 de jun. de 2021


Os polifenóis correspondem a um grupo de moléculas presentes em frutas, hortaliças, chás, cacau, vinho, café e soja. Na maioria dos alimentos os polifenóis estão na forma glicosilada (ligados a um açúcar).

Os polifenóis que não são digeridos e absorvidos chegam ao intestino grosso na forma glicosilada e são hidrolisados. Na sequência, são metabolizados pela microbiota intestinal gerando inúmeros ácidos fenólicos. A biotransformação dos polifenóis depende de enzimas sintetizadas pela microbiota intestinal. Dessa forma, fica claro que para exercer todas as suas propriedades terapêuticas, o polifenol precisa encontrar uma microbiota saudável, capaz de metabolizá-lo adequadamente. Ademais, os polifenóis podem aumentar a quantidade de bactérias benéficas, tornando o ambiente desfavorável para microrganismos patobiônticos, favorecendo a reparação dos enterócitos e reduzindo a síntese de citocinas inflamatórias. Por esse motivo, são consideradas substâncias prebióticas.

Além de terem a capacidade de modular a microbiota intestinal, os polifenóis também atuam como antioxidantes, anti-inflamatórios e antialergênicos, capazes de reduzir o risco de doenças crônicas não transmissíveis, câncer e doenças neurodegenerativas.

COZZOLINO, S. M.F. et.al. Biodisponibilidade de nutrientes. 5. ed. rev. e atual. -- Barueri, SP: Manole, 2016.


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