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Probióticos, prebióticos e pós bióticos: quais as indicações nos casos de sensibilidade alimentar


Prebióticos

Os prebióticos são alimentos funcionais que estimulam o crescimento de bactérias intestinais nativas benéficas. Ao serem fermentados pelas bactérias do intestino produzem substâncias capazes de reduzir a permeabilidade intestinal. Condição potencialmente frequente em pacientes com sensibilidades e intolerâncias.


Eles afetam beneficamente o hospedeiro, estimulando seletivamente o crescimento e a atividade de espécies bacterianas já estabelecidas no cólon e assim, melhora a saúde do hospedeiro. A ingestão de prebióticos pode modular significativamente a microbiota do cólon, sendo substrato de energia para as bactérias benéficas do intestino.


Algumas substâncias caracterizadas como prebióticos são: Frutanos (por exemplo, inulina), Polissacarídeos não digeríveis, Galacto-oligossacarídeos (GOS), Oligossacarídeos e Fruto-oligossacarídeos (FOS).


Devido às diferentes preferências da microbiota intestinal por diferentes fontes de energia, a dieta tem a influência forte e direta sobre o perfil microbiano do intestino Além disso a fermentação de prebióticos leva à formação de ácidos graxos de cadeia curta, como butirato e propionato, que são conhecidos pelas suas propriedades anti-inflamatórias e pela sua eficácia na redução da inflamação intestinal.


Pacientes sensíveis à ingestão de FODMAPs também necessitam do uso de probióticos, no entanto a orientação deve ser baseada de acordo com a tolerância da ingestão. O consumo deve ser moderado e individualizado.


Probióticos

Os probióticos, definidos em 2001 pela Food and Agriculture Organization (FAO) e Organização Mundial da Saúde (OMS) como “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas conferem um benefício à saúde do hospedeiro”. Dentre os inúmeros benefícios concedidos pelos probióticos é possível destacar:


  • Modulação da microbiota intestinal por competição e inibição de adesão de patógenos ao epitélio intestinal pela produção de bacteriocinas.

  • Produção de nutrientes funcionais.

  • Melhora na função de barreira intestinal da mucosa intestinal por “downregulation” de ativação imunológica da mucosa, aumentando a camada de muco e a produção de proteínas das “tight junctions”.

  • Efeitos anti-inflamatórios através da supressão de citocinas pró-inflamatórias.

  • Melhora a imunidade intestinal, estimulando a produção de IgA secretora.

  • Auxilia na melhoria da comunicação intestino-cérebro.


Os mecanismos dos probióticos envolvidos na modulação da microbiota intestinal dependem da capacidade das cepas probióticas ou combinações de cepas probióticas para inibir, deslocar, ou interferir no processo de adesão de cepas patogênicas. Considerando que a saúde intestinal de pacientes com sensibilidades e intolerâncias alimentares pode estar comprometida. O uso de probióticos é capaz de reduzir o risco de infecções e agravamento do quadro de inflamação intestinal.


A produção de diferentes substâncias antimicrobianas como bacteriocinas, ácidos graxos de cadeia curta e ácidos biliares desconjugados é um mecanismo importante para a modulação da microbiota intestinal. Diante disso, os ácidos butírico, propiônico, lático e acético são parte dos compostos resultantes do metabolismo de carboidratos por bactérias probióticas. Sendo assim, diminuem o pH geral do intestino delgado, inibindo o crescimento de bactérias patogênicas.


Pósbióticos

O conceito de pós-bióticos baseiam-se na observação de que os efeitos benéficos da microbiota são mediadas pela secreção de vários metabólitos. No entanto, sua definição precisa, ainda permanece sob discussão. Os pós-bióticos incluem qualquer substância liberada ou produzida através da atividade metabólica do microrganismo, que exerce um efeito benéfico para o hospedeiro. Sendo essas substâncias não exclusivamente de natureza prebiótica.


Os pós-bióticos exibem propriedades de modulação genética. Devido à indução da diferenciação de linfócitos T reguladores e síntese de citocinas anti-inflamatórias. Além disso, eles restauram o desequilíbrio entre duas importantes células do do sistema imunológico, Linfócitos Th1 e Th2. Diante disso, sabe-se que o equilíbrio entre eles é vital para a imunorregulação.


O uso de pós-bióticos atua na estrutura molecular dos enterócitos, resultando em uma maior expressão das “tight junctions”, que por sua vez auxilia em quadros de sensibilidades e intolerâncias alimentares.


Alguns exemplos de pós-bióticos são: Ácidos graxos de cadeia curta: ácidos Acético, propiônico e butírico; Enzimas: glutationa peroxidase, peróxido dismutase, catalase e NADH-oxidase; Ácido lipoteicoico bacteriano; Sobrenadantes; Lisados bacterianos; Metabolitos: Vitaminas, metabólicos fenólicos, aminoácidos aromáticos.


Referências bibliográficas:

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śÓłKIEWICZ, Jakub; MARZEC, Aleksandra; RUSZCZYńSKI, Marek; FELESZKO, Wojciech. Postbiotics—A Step Beyond Pre- and Probiotics. Nutrients, v. 12, n. 8, p. 2189, 23 jul. 2020. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/nu12082189.


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