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Qual a dieta e suplementos nutricionais são mais indicados ao protocolo?

Atualizado: 5 de out. de 2022


O protocolo 5R não é somente uma estratégia nutricional, como também é uma reformulação dos hábitos alimentares de forma mais saudável e portanto, deve ser aplicada de maneira individualizada de acordo com as necessidades de cada indivíduo para um resultado efetivo e duradouro, capaz de promover saúde e bem estar. Entretanto, a utilização de suplementos nutricionais em muitos casos se faz necessário para complementar os resultados da dieta prescrita, e consequentemente, auxilia na recomposição da microbiota.


A alimentação é determinante para o equilíbrio da saúde intestinal. No processo de aplicação do protocolo 5R é indicada a ingestão de uma dieta anti-inflamatória, como a dieta mediterrânea, rica em alimentos de origem vegetal e, por consequência, em polifenóis e fibras alimentares, especialmente fibras prebióticas.


Em relação ao uso dos suplementos indicados no protocolo para a melhora da funcionalidade do trato gastrointestinal, podem ser utilizados os seguintes componentes (enzimas digestivas, prebióticos e probióticos):


Digestive Enzymes Ultra Pure Encapsulations®: Complexo enzimático composto por amilases, proteases, lactase, lipase, celulas e outras enzimas digestivas, visando a recuperação do processo digestivo.


As enzimas digestivas são produzidas e secretadas pelo sistema digestivo para quebrar moléculas de gorduras, proteínas e carboidratos, realizar a digestão e, posteriormente, promover a absorção de nutrientes no organismo. Sua suplementação, quando indicada, pode auxiliar com tratamento coadjuvante de diversos distúrbios caracterizados pelo comprometimento das funções digestivas. Nesses casos, algumas das enzimas que são frequentemente suplementadas na prática clínica são: a amilase, a lipase, a protease e a lactase e outras que auxiliam na digestão de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras e laticínios.


A suplementação de enzimas digestivas é interessante se o paciente sofre com alguma deficiência enzimática e/ou apresenta sintomas clínicos. Logo, é fundamental que a causa da deficiência seja encontrada com o objetivo de que haja o melhor entendimento do quadro. Dentre as causas mais comuns, a insuficiência pancreática destaca-se, mas também diversas condições metabólicas impactam na produção endógena, como por exemplo:

- Pancreatite crônica;

- Câncer de pâncreas;

- Doenças crônica não-transmissíveis;

- Hipertrigliceridemia;

- Resistência à insulina e diabetes mellitus tipo II;

- Doença celíaca e doenças autoimunes;

- Úlcera gástrica e gastrite;

- Hipocloridria

- Envelhecimento.


Desse modo, a partir da identificação da causa da deficiência e/ou dos sintomas clínicos, a conduta a ser seguida tende a ser mais assertiva e efetiva. Também, existem casos nos quais o paciente apresenta a "suspensão temporária" da síntese de uma enzima, como no caso do estresse ou da síndrome do intestino irritável, ou ainda quando o paciente não produz mais a enzima, como no caso da intolerância à lactose. Na prática clínica, como benefícios esperados a partir da correta suplementação, alguns dos mais habitualmente relatados pelos pacientes, são:

- Melhora da digestão e absorção dos nutrientes;

- Redução de desconfortos gastrointestinais associados ao consumo de alguns alimentos específicos, como laticínios, trigo, legumes, alimentos gordurosos e alimentos ricos em fibras.


Poly-prebiotic Pure Encapsulations®: Composto por xilo-oligossacarídeos, α-glico-oligossacarídeos e extratos de mirtilo, romã e cranberry, rico em prebióticos para promoção da microbiota saudável.


Prebióticos são fibras fermentativas que auxiliam no processo para o crescimento de bactérias benéficas ao trato gastrointestinal, pois podem atuar como ingredientes alimentares não digeríveis ou substâncias que beneficiam ou afetam o hospedeiro. Isso ocorre pois podem estimular seletivamente o crescimento e / ou atividade de um número limitado de espécies bacterianas já residentes no cólon, e assim podem melhorar a saúde do hospedeiro. Alguns exemplos de prebióticos são: goma acácia purificada, psyllium, GOS, FOS, psyllium e arabinogalactanos.


São encontrados naturalmente em alguns alimentos, ou podem ser adicionados a alguns suplementos ou alimentos ou podem ainda, ser suplementados. É válido ressaltar que, a maioria dos prebióticos são fibras alimentares, mas nem todas as fibras têm propriedade prebióticas.


Probiotic G.I. Pure Encapsulations®: Complexo de probióticos contendo 10 bilhões de unidades formadoras de colônias das bactérias benéficas Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus salivarius, Lactobacillus casei, Bifidobacterium bifidum, Bifidobacterium lactis e Streptococcus thermophilus.


Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades ideais, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. A maioria dos probióticos comerciais são cepas específicas de bactérias do gênero Lactobacilos, Bifidobactéria e Saccharomyces, e menos comum os Bacillus, Propionibacteria, Enterococcus, entre outros. Também, existem pesquisas em andamento para identificar novos candidatos a probióticos, como é o caso da Akkermansia muciniphila, mas até o momento, ainda não há dados disponíveis.


Após o consumo e o processo de colonização do trato gastrointestinal, não necessariamente os probióticos vão continuar no intestino, muitos vão morrer, apenas alguns lactobacillus que são naturais do próprio intestino, os lactobacillus endógenos, vão permanecer no intestino fazendo parte das bactérias que habitam a microbiota.


Referência bibliográfica

Ford AC, Quigley EMM, Lacy BE, Lembo AJ, Saito YA, Schiller LR, et al. Efficacy of prebiotics, probiotics, and synbiotics in irritable bowel syndrome and chronic idiopathic constipation: systematic review and meta-analysis. Am J Gastroenterol. 2014 Oct;109(10):1547-1561.


Marco ML, Sanders ME, Gänzle M, Arrieta MC, Cotter PD, De Vuyst L, Hill C, Holzapfel W, Lebeer S, Merenstein D, Reid G, Wolfe BE, Hutkins R. The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics (ISAPP) consensus statement on fermented foods. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2021 Mar;18(3):196-208. doi: 10.1038/s41575-020-00390-5.

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