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Qual o pior padrão alimentar para a microbiota?


Padrão alimentar é um conjunto de hábitos alimentares, ou seja, o conjunto de alimentos consumidos por uma população específica. Logo, o conjunto de alimentos consumidos pelo indivíduo afeta diretamente a sua saúde intestinal. Segundo a literatura, o pior padrão alimentar a microbiota é o padrão ocidental, e hoje no Blog da Pure Encapsulations vamos te explicar o motivo.


Este padrão alimentar é rico em gordura saturada e trans, rico em açúcar, rico em proteína de origem animal e pobre em fibras. Assim, este perfil alimentar não favorece a saúde intestinal do paciente, além de que relaciona-se também a alimentos ultraprocessados ricos em aditivos alimentares e demais características mencionadas acima.


Só para você ter uma ideia, no Brasil segundo a última pesquisa da Vigitel em 2019, o consumo per capita de ultraprocessados ao dia em mais de 15% da população, chega a ultrapassar mais de 5 grupos de alimentos ultraprocessados diferentes. Ou seja, 30% da nossa população consome de forma regular uma alta quantidade de alimentos ultraprocessados.


E no que se refere a saúde intestinal, sabemos que quanto mais há o consumo de alimentos ultraprocessados, maior a frequência de queixas gastrointestinais no paciente. Quando analisamos sobre o impacto na saúde intestinal, os aditivos podem contribuir ao aumento da translocação de LPS, aumento da permeabilidade intestinal e da exposição a antígenos, alteração da microbiota para um perfil possivelmente patobiontes, diminuição da secreção de IL-10 e a redução da camada de muco. Logo, precisamos de fato reduzir e remover a exposição do paciente a estes alimentos.


Além disso, este padrão dietético também relaciona-se com outros marcadores de saúde metabólica relacionados ao estado pró-inflamatório do paciente, como Proteína ligadora de ácido graxo-1 (FABP-1), Interferon-gama (IFN-γ), Proteína C-reativa (PCR), Interleucina-1β (IL-1β), Interleucina-6 (IL-6), Fator de Necrose Tumoral (TNF) e LPS. Mais especificamente, ao analisar o estado inflamatório e a saúde intestinal, sabe-se que a dieta tem relação direta com o estado inflamatório do paciente, como através da análise de marcadores como Proteína C-reativa (PCR), IL-6, TNF, LPS e Calprotectina.


Portanto, a partir de tais afirmações, fica claro que a dieta ocidental é um padrão alimentar no qual precisamos estar atentos acerca das consequências que pode acarretar ao paciente.


Referências bibliográficas

QUIGLEY, Eamonn M. M.. Gut microbiome as a clinical tool in gastrointestinal disease management: are we there yet?. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, [S.L.], v. 14, n. 5, p. 315-320, 30 mar. 2017. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1038/nrgastro.2017.29.


DORÉ, Joël; BLOTTIÈRE, Hervé. The influence of diet on the gut microbiota and its consequences for health. Current Opinion In Biotechnology, [S.L.], v. 32, p. 195-199, abr. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.copbio.2015.01.002.

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