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Descubra como fica a barreira intestinal na alergia alimentar


Até anos atrás, a alergia alimentar era muito relacionada apenas a estímulos externos do próprio ambiente, como a pelo, carpete, entre outros. Porém, sabia que podemos dizer que a população mundial nunca esteve tão alérgica à sua própria alimentação. Isso acontece porque nunca nos afastamos tanto do nosso padrão alimentar natural, composto por frutas, legumes e verduras, e demais alimentos naturais ou minimamente processados.


O padrão alimentar que temos hoje da dieta ocidental e pobre em fibras, é um dos grandes causadores de respostas alérgicas. Este padrão alimentar também está muito relacionado ao ganho de peso e, consequentemente, ao aumento de IgE. Desse modo, quando há a exposição crônica ao alérgeno, há o enfraquecimento das proteínas de junção estreita que contribui ao leaky gut e por resultado, a inflamação que pode induzir as alergias ou intolerâncias alimentares.


Assim, com tal exposição crônica ao alérgeno, pode constatar-se na barreira intestinal a diminuição da espessura e viscosidade da camada externa de muco, na qual vive boa parte da nossa microbiota intestinal residente. Também, pode haver a alteração da microbiota intestinal para um perfil possivelmente patogênico, caracterizado pelo aumento da população de bactérias possivelmente patogênicas e diminuição da alfa-diversidade, concomitante à diminuição da população de bactérias eubiontes e comensais.


Outro ponto de destaque, é que como comentado brevemente acima, há o enfraquecimento dos complexos protéicos responsáveis pelo controle da permeabilidade intestinal, conhecidos como proteína de junção estreita, os desmossomos e as proteínas de junção aderente. Por consequência de tais alterações, observa-se uma resposta aberrante das células do sistema imune presentes no tecido linfóide ligado ao intestino (GALT), nas quais possuem íntima ligação com os microrganismos e células intestinais.


Portanto, como consequência desta conjuntura de fatores, a barreira intestinal fica inflamada e com esta resposta imune exacerbada, na qual pode danificar diversos tecidos no organismo humano.


Referências bibliográficas

BANDER, Zahraa Al et al. The Gut Microbiota and Inflammation: an overview. International Journal Of Environmental Research And Public Health, [S.L.], v. 17, n. 20, p. 7618, 19 out. 2020. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/ijerph17207618.


BISCHOFF, Stephan C et al. Intestinal permeability – a new target for disease prevention and therapy. Bmc Gastroenterology, [S.L.], v. 14, n. 1, p. 1-25, 18 nov. 2014. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1186/s12876-014-0189-7.

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